domingo, 16 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas Com Surdez



Educação Escolar de Pessoas com Surdez

     Aproximadamente há dois séculos que há um embate político epistemológico entre os oralistas e os gestualistas nas discussões e ações desenvolvidas relacionadas às pessoas com surdez, responsabilizando o sucesso ou o fracasso escolar à prática pedagógica.
     Enquanto as discussões ficam centradas na aceitação de uma língua ou outra, o aluno com surdez fica prejudicado, sem possibilidade de se desenvolver potencialmente ficando secundarizadas no meio social.
     Na nova Política de Educação Especial numa perspectiva inclusiva, vêem o aluno com surdez não como um deficiente, pois ele não é, possui uma perda sensorial auditiva que limita- o biologicamente na função perceptiva, mas isso não quer dizer que o aluno com surdez não tem potencialidade de se desenvolver e se tornar um ser de consciência, pensamento e linguagem.
     Os processos perceptivos, linguísticos e cognitivos das pessoas com surdez poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-os capazes de se construir de várias linguagens, ler, escrever e ampliar seus conhecimentos nos processos visuais gestuais.
     A abordagem bilíngue se torna obrigatória dos dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005 que determina o direito de uma educação que garanta a formação de uma pessoa com surdez em libras e Língua Portuguesa de modo que as duas línguas dependendo da situação em que se encontra.
     O fracasso do processo educativo da pessoa com surdez está relacionado também nas práticas pedagógicas e não somente na diferença social ou na linguagem.
O AEE PS, na perspectiva inclusiva, reconhece e compreende o aluno como um ser que tem potencial e capacidade de se desenvolver na aprendizagem, sendo respeitado e tendo o direito a uma educação bilíngue.
O AEE em libras ocorre diariamente no contra turno, o professor acompanha o conteúdo curricular da escola e a organização didática do espaço de ensino rico com gravuras, pois o conceito do aluno é muito abstrato.
Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa Escrita, permite que o aluno com surdez se apropriem das produções textuais e linguísticas, tornando-as competentes e dando-lhes oportunidades de interagir nas práticas da língua oficial, conhecendo vários gêneros textuais.
O atendimento Educacional Especializado para o ensino de libras, esse atendimento constitui de um momento didático – pedagógico onde o professor faz um diagnóstico e partir dos resultados obtidos o atendimento é planejado de acordo com o que o aluno tem a respeito da língua de sinais. O profissional que ministra essas aulas deve ser qualificado preferencialmente com surdez para que não ocorra o bimodalismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DAMÁZIO, M. F. M, FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez.
Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Revista Inclusão: Brasília: MEC, v.5, 2010.p. 46-57.




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